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DISC não é Assessment e essa confusão tem custado caro às organizações
Entenda por que inventários comportamentais não substituem um assessment de competências estruturado e contextualizado.
Assessment de competências não é sinônimo de inventário comportamental: Assessment robusto não busca “tipificar pessoas”.
Existe uma distorção perigosa crescendo dentro das organizações: acreditar que inventários comportamentais, como DISC ou testes de personalidade, são suficientes para avaliar competências profissionais. Não são.
Ferramentas comportamentais ajudam a compreender tendências de comportamento, estilo de interação, preferências e padrões de reação. Elas podem trazer insumos relevantes sobre “como” uma pessoa tende a agir. Mas competência é algo muito mais amplo e complexo.
Como defende o Prof. Dr. Joel Souza Dutra, da USP, a competência está relacionada à capacidade de mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para gerar entregas e agregar valor ao contexto organizacional. Competência não é traço de personalidade. Competência é entrega, contexto, complexidade e resultado.
Uma pessoa pode apresentar um perfil altamente comunicativo em um inventário comportamental e, ainda assim, não possuir competência em negociação estratégica, liderança de equipes complexas ou gestão de crise. Da mesma forma, alguém com perfil mais analítico ou reservado pode demonstrar elevada capacidade de influência, tomada de decisão e liderança técnica.
Na prática, o que vemos no mercado é a utilização equivocada de instrumentos de apoio como se fossem ferramentas definitivas de decisão.
DISC não mede competência. Teste de personalidade não mede performance. Inventário comportamental não substitui Assessment.
Assessment de competências exige metodologia estruturada, análise contextual, investigação de repertório profissional, evidências de entrega, avaliação de complexidade, entrevistas por competências, análise de trajetória, potencial e aderência cultural.
Na 4Search Consultoria, defendemos que instrumentos comportamentais possuem valor quando utilizados de maneira complementar, jamais como mecanismo isolado de decisão organizacional.
Reduzir pessoas a quatro letras ou a um gráfico comportamental é simplificar excessivamente algo que é humano, multifatorial e estratégico demais para decisões críticas de contratação, sucessão e desenvolvimento executivo.
Assessment sério não busca “rotular pessoas”. Busca compreender a capacidade real de entrega.
Por Simone Turra | Diretora da 4Search Consultoria
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