Home > Blog

NR-1, Saúde Mental e Liderança: o novo risco estratégico que as empresas não podem mais ignorar

NR-1, Saúde Mental e Liderança: o novo risco estratégico que as empresas não podem mais ignorar
Categorias:
NR-1, Saúde Mental e Liderança: o novo risco estratégico que as empresas não podem mais ignorar

A atualização da NR-1 tornou os riscos psicossociais parte da gestão estratégica. Entenda o impacto na liderança e o papel do Assessment nesse contexto.

Neste final de semana participei de uma imersão de NR-1 na prática, organizado por Izabella Camargo, jornalista, palestrante e uma das maiores referências em educação em saúde mental no trabalho do Brasil.

O curso gerou conclusões significativas sobre a atualização da NR-1, que trouxe oficialmente os riscos psicossociais para dentro das discussões estratégicas das empresas. Isso significa que temas como segurança emocional, clima organizacional, excesso de pressão, sobrecarga, relações tóxicas e adoecimento mental deixam de ser apenas discussões subjetivas e passam a integrar a gestão de riscos organizacionais.

Durante muitos anos falamos apenas de ergonomia física, mas agora, as organizações começam a compreender que relações, ausência de reconhecimento, insegurança psicológica e estilos inadequados de gestão também são riscos organizacionais.

Os dados reforçam essa urgência. Segundo a OMS, a cada US$1 investido em saúde mental, há um retorno médio de US$4 para as organizações.

Durante décadas, muitas organizações promoveram líderes exclusivamente pela competência técnica, entrega ou capacidade de pressão por resultado. Mas o cenário começa a exigir algo diferente: líderes capazes de gerar resultados sem destruir emocionalmente suas equipes.

Nesse contexto, ferramentas como o COPSOQ-BR trazem uma contribuição extremamente relevante ao permitir que as empresas investiguem como sua estrutura, liderança, cultura e dinâmica de trabalho estão impactando a saúde mental das equipes, sem transformar isso em diagnóstico clínico individual.
E é justamente nesse ponto que acreditamos que o Assessment pode contribuir muito.

O papel do Assessment não é diagnosticar doenças psicossociais, isso pertence aos profissionais da saúde. Porém, ele pode ser um recurso extremamente estratégico para identificar estilos de liderança que favorecem ambientes tóxicos, inseguros e adoecedores.

Ao mesmo tempo, o Assessment permite algo igualmente importante: construir PDIs (Planos de Desenvolvimento Individual) direcionados para evolução da liderança.

Ou seja, não se trata apenas de identificar riscos, mas de desenvolver gestores mais conscientes, empáticos, equilibrados e preparados para liderar pessoas num cenário cada vez mais complexo emocionalmente.

Acreditamos que as empresas que conseguirem integrar performance, saúde mental, desenvolvimento de liderança e gestão de riscos psicossociais terão vantagem competitiva importante nos próximos anos, inclusive na atração e retenção de talentos.

Talvez este seja um dos maiores desafios das organizações modernas: entender que saúde mental não é apenas um tema assistencial ou de RH, mas um tema de cultura, liderança, sustentabilidade e governança.

Simone Turra  - Sócia Diretora da 4Search Consultoria

Imagem perfil

Chame no WhatsApp

Fechar

Olá, por favor escolha seu perfil abaixo: